BOSQUE BOM RETIRO: AMORES E AMORAS 3


27/11/2017

Apesar de Curitiba possuir um bom número de bosques e parques, o município está longe de ter área verde protegida o suficiente para satisfazer a sua imensa população: 1,9 milhão de habitantes. Assim, fiquei muito feliz ao saber da existência de um movimento de cidadãos comuns que lutam para que o terreno do antigo Hospital Psiquiátrico Bom Retiro seja transformado numa área de preservação: o Parque Bom Retiro. Esses moradores querem evitar que seja executado o plano alternativo de erguer ali um imenso hipermercado. Veja: A Causa mais Bonita da Cidade

Resolvi visitar a área, para descobrir o que está em jogo, além do aspecto paisagístico. Quais são as plantas e animais que vivem neste local e que desaparecerão se o tal do hipermercado for construído.

LOCALIZAÇÃO

O Hospital Espírito de Psiquiatria Bom Retiro, demolido há cinco anos (em 08/12/2012), ficava na Rua Nilo Peçanha, no 1552. Sua área consistia da quadra entre as ruas Abano Reis, Nilo Peçanha, Comendador Lustoza de Andrade e Professor Macedo Filho: um total de 60 mil metros quadrados (360 m em direção norte-sul e 200 m em direção oeste-leste). As coordenadas geográficas da área são 25˚ 24′ 17″-28″ Sul / 49˚ 16′ 24″-34″ Oeste. A altitude varia entre 933 e 938 m s.n.m.

VISITAS

Visitei a área em duas datas deste mês: 23/11/2017 (12 h a 15:30 h) e 25/11/2017 (12:30 h a 15 h). Na primeira visita percorri o terreno em toda sua extensão, inclusive me embrenhando nos matagais. Anotei a totalidade das plantas, animais e cogumelos encontrados. O resultado é apresentado a seguir.

COGUMELOS

O tempo anterior às visitas tinha sido seco. Consequentemente, encontrei poucas espécies de cogumelos em frutificação. Vi apenas as seguintes, todas em madeira em decomposição:

– cogumelos lamelados: Hydropus sp. e Pluteus xylophilus;

– cogumelos poróides: Fomitella supina, Phellinus sp., Trametes versicolor e T. villosa.

MAMÍFEROS

Na visita de 25/11/2017 teve a surpresa de encontrar, no fundo do terreno, um sagui-de-tufos-pretos (Callithrix penicillata). Vi apenas um exemplar, mas pode ter havido mais.

AVES

Vi e escutei um total de 15 espécies de aves, o que considero um número muito baixo. Se tivesse visitado a área de madrugada, provavelmente teria ouvido ou visto algumas espécies adicionais.

Tabela 1. Espécies de aves na área do “Bosque Bom Retiro”.(1)

Nome Número de exemplares em

23 + 25/11/2017

Tipo de registro
Família Espécie (nome vulgar)
Cathartidae Coragyps atratus (urubu) 1 em sobrevoo

V

Accipitridae Rupornis magnirostris (gavião-carijó) 1

VA

Rallidae Aramides saracura (saracura-do-mato) 1

A

Columbidae Zenaida auriculata (pomba-de-bando) grupo de 3

V

Columbina talpacoti (rolinha-roxa) 1

A

Leptotila rufaxilla (juriti-de-testa-branca) 1

A

Psittacidae Brotogeris tirica (periquito-rico) alguns em sobrevoo

A

Apodidae     Chaetura cinereiventris (andorinhão-de-sobre-cinzento) alguns em sobrevoo

V

Furnariidae Furnarius rufus (joão-de-barro) 1

A

Tyrannidae Camptostoma obsoletum (risadinha) 1

A

Pitangus sulphuratus (bem-te-vi) alguns

VA

Tyrannus savana (tesourinha) 2

VA

Hirundinidae Pygochelidon cyanoleuca (andorinha-pequena-de-casa) 2 em sobrevoo

V

Turdidae Turdus rufiventris (sabiá-laranjeira) alguns

VA

Thraupidae Tangara sayaca (sanhaçu-cinzento) 1

A

(1) Tipo de registro: A = registro auditivo (a espécie não foi vista); V = registro visual; VA = registro visual e auditivo.

Fiquei surpreso de não ter escutado, no terreno, a vocalização de aves abundantes em Curitiba, como bem-te-vi-rajado, choca-da-mata, chupim, corruíra, joão-teneném, juruviara, pardal, pitiguari, quero-quero, suiriri, tangará, tico-tico, tuque e tuque-pium. Também não vi beija-flor algum.

BORBOLETAS

Vi um total de 16 espécies de borboletas, a maioria delas visitando flores, principalmente das espécies herbáceas Sphagneticola trilobata (margaridão) e Modiolastrum lateritium (malva-do-campo) e do arbusto Bougainvillea spectabilis (primavera).

Tabela 2. Espécies de borboletas na área do “Bosque Bom Retiro”.

Nome

Número de exemplares em 23 + 25/11/2017

Flores visitadas Planta alimentar da larva, segundo Brown Jr. (1992)
Família Subfamília Espécie (+ nome vulgar)
Hesperiidae Pyrginae Urbanus teleus

1

Sphagneticola trilobata Cyperaceae e Poaceae
Pyrgus orcus

2

Modiolastrum lateritium Malvaceae
Hesperiinae Sp. A

1

Sphagneticola trilobata monocotiledôneas
Pieridae Coliadinae Phoebis neocypris

1

Impatiens walleriana Fabaceae
Pyrisitia sp.

1

Cassieae (Fabaceae-Caesalpinioideae)
Pierinae Leptophobia aripa (curuquerê-da-couve)

1

Impatiens walleriana couve (Brassica oleracea) e outras Brassicaceae
Nymphalidae Satyrinae Hermeuptychia sp. (tristonho)

1

Poaceae
Nymphalinae Ortilia sp.

1

Sphagneticola trilobata Acanthaceae
Tegosa claudina

alguns

Modiolastrum lateritium, Sphagneticola trilobata Asteraceae
Vanessa braziliensis

1

Sphagneticola trilobata
Heliconiinae
Actinote sp. (borboleta-palha)

abundante

Bougainvillea spectabilis, Modiolastrum lateritium, Sphagneticola trilobata
Agraulis vanillae (pingos-de-prata)

1

Bougainvillea spectabilis, Cirsium vulgare, Modiolastrum lateritium Passiflora spp. (Passifloraceae)
Dione juno (lágrimas-de-prata)

1

Modiolastrum lateritium
Dryas iulia alcionea (fogo-no-ar)

1

Sphagneticola trilobata
Heliconius erato phyllis (castanha-vermelha)

1

Heliconius ethilla narcaea (mariquita)

1

PLANTAS VASCULARES

A área contém duas porções de floresta nativa, com um total de dez exemplares adultos do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Próximo ao portão de entrada ocorre um grande exemplar da butiá-da-serra (Butia eriospatha). O nativo pinheiro-bravo (Podocarpus lambertii) está ausente.

Encontrei no terreno um total de 139 espécies de plantas vasculares, das quais 59 são exóticas (Apêndice 1). Entre as plantas nativas mais interessantes, por serem pouco comuns em Curitiba, estão duas espécies herbáceas rasteiras: Mecardonia procumbens (bacopá-de-duas-anteras), com flores amarelas, e Modiolastrum lateritium (malva-do-campo), com flores laranja-avermelhadas. A segunda espécie ocupa no terreno uma área circular de doze metros de diâmetro.

A floresta é muito pobre em epífitas vasculares, o que me deixou com a impressão de que, na época do funcionamento do antigo hospital, um jardineiro tenha “limpado” os troncos e galhos de toda cobertura vegetal. Também os cactos do gênero Rhipsalis (erva-de-periquito) estão ausentes. A única epífita vascular abundante ali é Tillandsia usneoides (barba-de-velho).

Surpreendi-me com a total ausência de algumas espécies herbáceas muito abundantes em Curitiba, como Ipomoea cairica (campainha), Oxalis corniculata (azedinha), Sisyrinchium micranthum.

O terreno é ótimo para colher frutos silvestres! A exótica Rubus niveus (amoreira-preta-da-ásia), que em Curitiba ocorre por toda parte, provavelmente disseminado pelas aves, é bem abundante no terreno e durante as minhas visitas me deliciei com o sabor dos seus frutos maduros. Havia também um único exemplar de uma amoreira com frutos que, quando maduros, são primeiro vermelhos e depois tornam-se pretos e brilhantes, com sabor ligeiramente azedo e muito agradável. A espécie é parecida com a nativa Rubus sellowii (amoreira-vermelha), mas se diferencia dela pelo fato dos frutos, drupéolas e pétalas serem nitidamente maiores. Em R. sellowii, os frutos medem 8-15 x 8-15 mm, as drupéolas 2-3 x 1-3 mm e as pétalas 6 x 4 mm (Kiyama & Bianchini 2003), enquanto em nossa espécie os frutos maduros medem 15-25 x 15-22 mm, as drupéolas maduras 5-7 x 3,5-5 mm e as pétalas 22-25 x 16-20 mm. Imagino que esta espécie não identificada se trata de uma amoreira-preta cultivada, exótica.

Nas datas da minha visita, a exótica, mas espontânea, Potentilla indica (morangueiro-brabo), estava florida, mas sem frutos. Segundo Reitz (1996) ela teria frutos vermelhos, adoçados e gostosos.

SUGESTÃO

Se a vontade da população for satisfeita e a área se tornar um Parque, sugiro que fossem introduzidas ali algumas espécies de plantas nativas dos capões com araucária de Curitiba e que são atraentes para aves, como Fuchsia regia (brincos-de-princesa), para os beija-flores, e Podocarpus lambertii (pinheiro-bravo), para as espécies frugívoras.

REFERÊNCIAS

Brown Jr., K.S. 1992. Borboletas da Serra do Japi: diversidade, hábitats, recursos alimentares e variação temporal. Em: Morellata, L.P.C. (Ed.). História natural da Serra do Japi. Ecologia e preservação de uma área florestal no Sudeste do Brasil. UNICAMP/FAPESP, Campinas, pp. 142-187.

Kiyama, C.Y. & R.S. Bianchini. 2003. Rosaceae. Em: Wanderley, M.G.L., G.J. Shepherd, T.S.A. Melhem, A.M. Giulietti & M. Kirizawa (Eds.). Flora fanerogâmica do estado de São Paulo, Vol. 3. Instituto de Botânica, São Paulo, pp. 285-293.

Reitz, R. 1996. Rosáceas. Flora Ilustrada Catarinense, I Parte. As plantas. Fascículo: ROSA. 135 pp.

Apêndice 1. As espécies de plantas vasculares encontradas em 23 + 25 de novembro de 2017 na área do “Bosque Bom Retiro”.(1)

Grupo

Espécie

Cor Abundância Ho Procedência da espécie
Nome científico Nome comum
ANGIOSPERMAS
Acanthaceae Thunbergia alata cu-de-cachorro (F), bunda-de-negro (L) Am esc hb (tr) EX (África do Sul)
Amaranthaceae Alternanthera brasiliana var. brasiliana perpétua-do-mato (F), sempre-viva (L) Br 1 ind hb PR
Iresine diffusa f. difusa bredinho-difuso (F), neve-da-montanha (L) Br 2 grupos hb PR
Amaryllidaceae Nothoscordum gracile alho-bravo (L) Br esc hb PR
Zephyranthes robusta lírio-do-zéfiro (L) Vi esc hb PR
Anacardiaceae Schinus terebinthifolius aroeira-vermelha (F) Br ab arv PR
Apiaceae Centella asiatica cairuçu-asiático (F), dinheiro-em-penca (L) ab hb EX (Ásia)
Cyclospermum leptophyllum var. leptophyllum aipo-chimarrão-de-folhas-estreitas (F) Br hb PR
Araceae


Anthurium sp. 1 grupo hb
Philodendron bipinnatifidum guaimbê, banana-de-macaco, costela-de-adão Br 1 grupo hb (ep) PR
Araliaceae Hedera helix hera (L) ab arb EX (Velho Mundo)
Schefflera actinophylla árvore-guarda-chuva (L) Ve 1 ind arv EX (Austrália)
Arecaceae Butia eriospatha butiá-da-serra (F) 1 ind arv PR
Livistona chinensis leque-chinês (F), palmeira-de-leque-da-china (L) Br 1 ind arv EX (China Central, Bonin e Ilhas Ryukyu, Kyushu)
Syagrus romanzoffiana gerivá (F), jerivá (L) Br ab arv PR
Asparagaceae Asparagus setaceus aspargo-samambaia (L) Br 1 ind hb (tr) EX (África do Sul)
Cordyline sellowiana guaraíva (L), tuvarana Vi esc arb PR
Ophiopogon japonicus grama-preta (L) Br 1 ind hb EX (China e Japão)
Yucca guatemalensis iuca-elefante (L) Br 1 ind arb EX (México e Guatemala)
Asteraceae Aspilia montevidensis mal-me-quer (L) Am esc hb PR
Baccharis sp. A (caule alado) carqueja (F, L) Br esc hb PR
Baccharis sp. B (caule não alado) vassoura-de-folha-miúda (F) Br esc hb PR
Bidens pilosa amor-seco (L) Am ab hb PR
Chaptalia nutans língua-de-vaca (F, L) Vi esc hb PR
Cirsium vulgare cardo (L) Vi ab hb EX (Europa e Ásia)
Elephantopus mollis sucaiá (F), erva-grossa (L) Vi esc hb EX (Continente Americano)
Erechtites valerianifolius caruru-amargoso (F), capiçoba (L) Vi 1 grupo hb PR
Euryops chrysanthemoides margiridinha-amarela (L) Am 1 grupo hb EX (África do Sul)
Galinsoga parviflora fazendeiro (L) Br 1 grupo hb PR
Graziella serrata eupatório (F) Vi 1 ind arb PR
Hypochaeris radicata subsp. radicata almeirão-do-campo (L) Am ab hb EX (Europa)
Jungia sp. erva-de-mula, limpa-cu (F) 1 ind hb PR
Lactuca
serriola
serralha Am ab hb EX
Leucanthemum vulgare margarida-olga (L) Br 1 grupo hb EX (Europa e Cáucaso)
Senecio brasiliensis flor-das-almas (F), maria-mole (L) Am esc hb PR
Senecio madagascariensis Am esc hb EX (Velho Mundo)
Sphagneticola trilobata margaridão (L) Am ab hb PR
Synedrella nodiflora botão-de-ouro (L) Am ab hb PR
Taraxacum sp. (seção Vulgaria) dente-de-leão (L) Am esc hb EX (Europa)
Tithonia
diversifolia
girassol-mexicano (L) Am 1 ind arb EX (México)
Balsaminaceae Impatiens walleriana beijo-de-freira (F), beijo-de-frade (L) Vi esc hb EX (África tropical)
Begoniaceae Begonia cf. aconitifolia begônia-metálica (L) 1 ind hb BR (RJ)
Bignoniaceae Amphilophium crucigerum pente-de-macaco (F) Br, Am esc hb (tr) PR
Jacaranda mimosifolia jacarandá-mimoso (F, L) Vi 1 ind arv EX (Argentina,

Bolívia e Paraguai)

Boraginaceae Cordia monosperma balieira (F) Br 2 ind arb PR
Brassicaceae Raphanus raphanistrum nabiça (L) Vi esc hb EX (Europa)
Bromeliaceae Aechmea distichantha gravatá (F) Vo esc hb (ep) PR
Tillandsia stricta cravo-do-mato (F) Vi esc hb (ep) PR
Tillandsia usneoides barba-de-velho (F) Ve ab hb (ep) PR
Cactaceae Pereskia aculeata ora-pro-nobis (F), trepadeira-limão, groselha-de-barbados (L) 1 grupo arb (tr) PR
Commelinaceae Commelina erecta trapoeraba (L) Az abu hb PR
Tradescantia fluminensis trapoeraba Br 1 grupo hb PR
Tradescantia zebrina lambari (L) Vi 1 grupo hb EX (México)
Convolvulaceae Ipomoea alba bona-nox (L) Br 1 ind hb (tr) PR
Ipomoea purpurea campainha (L) Vi esc hb (tr) PR
Crassulaceae Kalanchoe gastonis-bonnieri calancoê (L) Vo esc hb EX (Madagascar)
Kalanchoe fedtschenkoi calancoê-fantasma (L) Vo esc hb EX (Madagascar)
Cucurbitaceae Sechium edule chuchu (L) Br 1 ind hb (tr) EX (México)
Cyperaceae Rhynchospora sp. Ve esc hb
Ericaceae Rhododendron simsii azálea (F), azaleia (L) Br 2 ind arb EX (China)
Euphorbiaceae Euphorbia heterophylla amendoim-bravo (F, L) Ve 1 ind hb PR
Euphorbia milii coroa-de-espinho (L) Vo 1 ind arb EX (Madagascar)
Ricinus communis mamoneira (F), mamona (L) Br 1 grupo arb EX (provavelmente continente Africano)
Sapium glandulosum leiteiro (L) Br 1 ind arv PR
Fabaceae – Caesalpinioideae Bauhinia forficata pata-de-vaca (F, L) Br esc arv PR
Fabaceae – Faboideae Arachis repens amendoim-rasteiro (L) Am 2 grupos hb BR
Desmodium incanum
carrapicho-beiço-de-boi (L) Vi ab hb PR
Medicago lupulina Am ab hb EX (Europa)
Trifolium repens trevo-branco (L) Br esc hb EX (Europa)
Vicia angustifolia Vi 1 grupo hb EX (Europa)
Fabaceae – Mimosoideae Calliandra brevipes esponja (L) Vo arb PR
Hydrangeaceae Hydrangea macrophylla hortênsia (L) Az esc arb EX (China e Japão)
Hypoxidaceae Hypoxis decumbens mariçó-bravo (L) Am ab hb PR
Iridaceae Gladiolus X hortulanus gladíolo, palma (L) Vo 1 grupo hb EX (Velho Mundo)
Neomarica caerulea pseudo-iris-azul (L) Az 1 ind hb PR
cf. Sparaxis sp. Vo 1 grupo hb EX
Lamiaceae Ocimum sp. Vi 1 grupo ah
Plectranthus barbatus falso-boldo Vi 1 grupo hb EX (Índia)
Lythraceae Cuphea carthagenensis sete-sangrias (F, L) Vi ab hb PR
Malvaceae Abutilon amoenum Br 1 ind arb PR
Hibiscus rosa-sinensis hibisco (L) Vo 2 ind arv EX (Ásia tropical)
Luehea divaricata ibatingui, açoita-cavalo (L) Vo esc arv PR
Modiolastrum lateritium malva-do-campo Vo 1 grupo hb PR
Pavonia sepium Am ab ah PR
Sida rhombifolia guanxuma (L) Am esc hb PR
Melastomataceae
Tibouchina heteromalla orelha-de-onça Vi 1 grupo arv BR
Meliaceae Cedrela fissilis cedro (L) Br esc arv PR
Moraceae Ficus elastica seringueira (L) 1 ind arb EX (Ásia Tropical)
Ficus pumila herinha (L) ab (no muro) arb (tr) EX (China, Japão e Austrália)
Morus nigra amora (L) Br esc arv EX (leste da Ásia)
Myrtaceae Eugenia uniflora pitanga (F), pitangueira (L) Br ab arv PR
Psidium guajava goiaba (F), goiabeira (L) Br esc arv PR
Nyctaginaceae Bougainvillea spectabilis três-marias (F), primavera (L) Br, Vi, Vo esc arb (tr) PR
Oleaceae Ligustrum lucidum alfeneiro (L) Br esc arv EX (China)
Orchidaceae Dendrobium grupo ‘nobile’ olho-de-boneca (L) Vi 1 ind hb (ep) EX (China e Himalaia)
Passifloraceae Passiflora actinia maracujá (F) Vi ab arb (tr) PR
Passiflora alata maracutão (F), maracujá-peroba (L) Vi 1 ind arb (tr) PR
Pittosporaceae Pittosporum undulatum pau-incenso (L) Br esc arv EX (Austrália)
Plantaginaceae Mecardonia procumbens var. procumbens bacopá-de-duas-anteras (F) Am 1 grupo hb PR
Plantago australis subsp. hirtella tanchagem (F) Ve esc hb PR
Poaceae Andropogon bicornis rabo-de-burro (F, L) Ve ab hb PR
Bambusa tuldoides bambu (F) Ve 3 ind arb EX (sul da China)
Bromus catharticus cevadilha (F, L) Ve ab hb PR
Lolium multiflorum azevém (F, L) Ve esc hb EX (sul da Europa)
Panicum repens capim-portuguesa (F), capim-torpedo (L) Ve esc hb EX (Velho Mundo)
Urochloa
plantaginea
marmelada-de-cavalo (F), capim-marmelada (L) Ve ab hb EX (África)
Polygonaceae Persicaria capitata tapete-inglês (L) Vi 1 grupo hb EX (Ásia)
Rumex obtusifolius labaça (L) Ve 1 grupo hb EX (Eurásia)
Proteaceae Grevillea robusta grevilha (L) Am 1 ind arv EX (Austrália)
Rosaceae Eriobotrya japônica nespereira (F), ameixa-amarela (L) esc arv EX (China e Japão)
Potentilla indica morangueiro-brabo (F) Am 1 grupo hb EX (zonas temperadas e subtropicais do continente asiático)
Rubus niveus amoreira-preta-da-ásia Vo ab arb (tr) EX (Ásia)
Rubus sp. A (subg. Rubus) Br 1 ind arb (tr)
Rubiaceae Borreria verticillata vassourinha-de-botão (F, L) Br 1 grupo hb PR
Galium nigroramosum Ve esc hb PR
Richardia brasiliensis poáia-branca (F, L) Br 1 grupo hb PR
Rutaceae Citrus aurantiifolia limão-galego (F) Br 1 ind arv EX (sudeste da Ásia)
Zanthoxylum sp. mamica-de-cadela, juva (F), tembetari (L) 1 ind (tronco em decomposição) arv PR
Sapindaceae Allophylus edulis vacum (F) Br esc arv PR
Solanaceae
Physalis pubescens camapu (F, L) Am 1 ind hb PR
Solanum americanum erva-moura (F), maria-pretinha (L) Br ab hb PR
Solanum mauritianum cuvitinga (F), fumo-bravo (L) Vi ab arb PR
Solanum pseudocapsicum peloteira (F, L) Br 1 ind ah PR
Solanum scuticum juveva (F), jurubeba (L) Br 1 ind arb PR
Urticaceae Urera bacífera urtigão (L) Vi 1 ind hb PR
Verbenaceae Duranta erecta violeteira (L) Vi esc arb PR
Verbena bonariensis cambará-de-capoeira (L) Vi 1 ind arb PR
Zingiberaceae Hedychium coronarium lírio-do-brejo (L) Br ab hb EX (Himalaia)
GIMNOSPERMAS
Araucariaceae Araucaria angustifolia pinheiro-do-paraná (L) esc arv PR
Araucaria columnaris araucária-colunar (F), pinheiro-de-natal (L) 1 ind arv EX (Ilha de Nova Caledônia)
Cupressaceae Chamaecyparis ou Cupressus sp. cipreste 1 ind arv EX
Pinaceae Pinus elliottii pínus-de-elliott (F), pinho-comum (L) esc arv EX (Estados Unidos – Florida)
Taxodiaceae Cunninghamia lanceolata cuningâmia (F), pinheiro-chinês, pinheiro-alemão (L) 1 ind arv EX (China)
SAMAMBAIAS
Blechnaceae Blechnum brasiliense xaxim-petiço (F), samambaiaçu-do-brejo (L) 1 ind ah PR
Nephrolepidaceae Nephrolepis cordifolia escadinha-do-céu (F) esc hb PR
Polypodiaceae Microgramma squamulosa polipódio-escamosa (F) esc hb (ep) PR
Pleopeltis hirsutissima polipódio-hirsutíssimo (F) esc hb (ep) PR
Pleopeltis pleopeltifolia polipódio-estreito (F) esc hb (ep) PR
Pteridaceae Pteris vittata samambaia-de-muro (L) ab hb EX (Ásia)
Thelypteridaceae Macrothelypteris torresiana rabo-de-gato (L) ab hb EX (África e Ásia tropical e subtropical)

(1)

Nome comum: fontes são os fascículos da Flora Ilustrada Catarinense. 1965 até o presente (F), e os livros de Harri Lorenzi e coautores (L).

Cor = Cor das pétalas (ou tépalas): Am = amarela; Az = azul; Br = branca; La = laranja; Ma = marrom; Pr = preta; Ve = verde; Vi = violeta, purpuro, rosada; Vo = vermelha.

Abundância: ab = abundante; esc = escassa; 1 ind = visto somente um indivíduo; 1 grupo = visto somente um grupo de indivíduos (espécies herbáceas).

Ho = Hábito: arv = arborescente; arb = arbustivo; ah = arbustivo-herbáceo; hb = herbáceo; (tr) = “trepador”; (ep) = epífita.

Procedência da espécie: PR = nativa do estado do Paraná; BR = nativa do Brasil, mas não do Paraná; EX = exótica (não nativa do Brasil).


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