BOSQUE BOM RETIRO: AMORES E AMORAS 3


27/11/2017

 

 

Apesar de Curitiba possuir um bom número de bosques e parques, o município está longe de ter área verde protegida o suficiente para satisfazer a sua imensa população: 1,9 milhão de habitantes. Assim, fiquei muito feliz ao saber da existência de um movimento de cidadãos comuns que lutam para que o terreno do antigo Hospital Psiquiátrico Bom Retiro seja transformado numa área de preservação: o Parque Bom Retiro. Esses moradores querem evitar que seja executado o plano alternativo de erguer ali um imenso hipermercado. Veja: A Causa mais Bonita da Cidade

 

Resolvi visitar a área, para descobrir o que está em jogo, além do aspecto paisagístico. Quais são as plantas e animais que vivem neste local e que desaparecerão se o tal do hipermercado for construído.

 

LOCALIZAÇÃO

O Hospital Espírito de Psiquiatria Bom Retiro, demolido há cinco anos (em 08/12/2012), ficava na Rua Nilo Peçanha, no 1552. Sua área consistia da quadra entre as ruas Abano Reis, Nilo Peçanha, Comendador Lustoza de Andrade e Professor Macedo Filho: um total de 60 mil metros quadrados (360 m em direção norte-sul e 200 m em direção oeste-leste). As coordenadas geográficas da área são 25˚ 24′ 17″-28″ Sul / 49˚ 16′ 24″-34″ Oeste. A altitude varia entre 933 e 938 m s.n.m.

 

VISITAS

Visitei a área em duas datas deste mês: 23/11/2017 (12 h a 15:30 h) e 25/11/2017 (12:30 h a 15 h). Na primeira visita percorri o terreno em toda sua extensão, inclusive me embrenhando nos matagais. Anotei a totalidade das plantas, animais e cogumelos encontrados. O resultado é apresentado a seguir.

 

COGUMELOS

O tempo anterior às visitas tinha sido seco. Consequentemente, encontrei poucas espécies de cogumelos em frutificação. Vi apenas as seguintes, todas em madeira em decomposição:

– cogumelos lamelados: Hydropus sp. e Pluteus xylophilus;

– cogumelos poróides: Fomitella supina, Phellinus sp., Trametes versicolor e T. villosa.

 

MAMÍFEROS

Na visita de 25/11/2017 teve a surpresa de encontrar, no fundo do terreno, um sagui-de-tufos-pretos (Callithrix penicillata). Vi apenas um exemplar, mas pode ter havido mais.

 

AVES

Vi e escutei um total de 15 espécies de aves, o que considero um número muito baixo. Se tivesse visitado a área de madrugada, provavelmente teria ouvido ou visto algumas espécies adicionais.

 

Tabela 1. Espécies de aves na área do “Bosque Bom Retiro”.(1)

 

Nome

Número de exemplares em

23 + 25/11/2017

Tipo de registro

Família

Espécie (nome vulgar)

Cathartidae

Coragyps atratus (urubu)

1 em sobrevoo

V

Accipitridae

Rupornis magnirostris (gavião-carijó)

1

VA

Rallidae

Aramides saracura (saracura-do-mato)

1

A

Columbidae

Zenaida auriculata (pomba-de-bando)

grupo de 3

V

Columbina talpacoti (rolinha-roxa)

1

A

Leptotila rufaxilla (juriti-de-testa-branca)

1

A

Psittacidae

Brotogeris tirica (periquito-rico)

alguns em sobrevoo

A

Apodidae    

Chaetura cinereiventris (andorinhão-de-sobre-cinzento)

alguns em sobrevoo

V

Furnariidae

Furnarius rufus (joão-de-barro)

1

A

Tyrannidae

Camptostoma obsoletum (risadinha)

1

A

Pitangus sulphuratus (bem-te-vi)

alguns

VA

Tyrannus savana (tesourinha)

2

VA

Hirundinidae

Pygochelidon cyanoleuca (andorinha-pequena-de-casa)

2 em sobrevoo

V

Turdidae

Turdus rufiventris (sabiá-laranjeira)

alguns

VA

Thraupidae

Tangara sayaca (sanhaçu-cinzento)

1

A

(1) Tipo de registro: A = registro auditivo (a espécie não foi vista); V = registro visual; VA = registro visual e auditivo.

 

Fiquei surpreso de não ter escutado, no terreno, a vocalização de aves abundantes em Curitiba, como bem-te-vi-rajado, choca-da-mata, chupim, corruíra, joão-teneném, juruviara, pardal, pitiguari, quero-quero, suiriri, tangará, tico-tico, tuque e tuque-pium. Também não vi beija-flor algum.

 

BORBOLETAS

Vi um total de 16 espécies de borboletas, a maioria delas visitando flores, principalmente das espécies herbáceas Sphagneticola trilobata (margaridão) e Modiolastrum lateritium (malva-do-campo) e do arbusto Bougainvillea spectabilis (primavera).

 

Tabela 2. Espécies de borboletas na área do “Bosque Bom Retiro”.

Nome

Número de exemplares em 23 + 25/11/2017

Flores visitadas

Planta alimentar da larva, segundo Brown Jr. (1992)

Família

Subfamília

Espécie (+ nome vulgar)

Hesperiidae

Pyrginae

Urbanus teleus

1

Sphagneticola trilobata

Cyperaceae e Poaceae

Pyrgus orcus

2

Modiolastrum lateritium

Malvaceae

Hesperiinae

Sp. A

1

Sphagneticola trilobata

monocotiledôneas

Pieridae

Coliadinae

Phoebis neocypris

1

Impatiens walleriana

Fabaceae

Pyrisitia sp.

1

 

Cassieae (Fabaceae-Caesalpinioideae)

Pierinae

Leptophobia aripa (curuquerê-da-couve)

1

Impatiens walleriana

couve (Brassica oleracea) e outras Brassicaceae

Nymphalidae

Satyrinae

Hermeuptychia sp. (tristonho)

1

 

Poaceae

Nymphalinae

Ortilia sp.

1

Sphagneticola trilobata

Acanthaceae

Tegosa claudina

alguns

Modiolastrum lateritium, Sphagneticola trilobata

Asteraceae

Vanessa braziliensis

1

Sphagneticola trilobata

Heliconiinae

Actinote sp. (borboleta-palha)

abundante

Bougainvillea spectabilis, Modiolastrum lateritium, Sphagneticola trilobata

Agraulis vanillae (pingos-de-prata)

1

Bougainvillea spectabilis, Cirsium vulgare, Modiolastrum lateritium

Passiflora spp. (Passifloraceae)

Dione juno (lágrimas-de-prata)

1

Modiolastrum lateritium

Dryas iulia alcionea (fogo-no-ar)

1

Sphagneticola trilobata

Heliconius erato phyllis (castanha-vermelha)

1

 

Heliconius ethilla narcaea (mariquita)

1

 

 

PLANTAS VASCULARES

A área contém duas porções de floresta nativa, com um total de dez exemplares adultos do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Próximo ao portão de entrada ocorre um grande exemplar da butiá-da-serra (Butia eriospatha). O nativo pinheiro-bravo (Podocarpus lambertii) está ausente.

Encontrei no terreno um total de 139 espécies de plantas vasculares, das quais 59 são exóticas (Apêndice 1). Entre as plantas nativas mais interessantes, por serem pouco comuns em Curitiba, estão duas espécies herbáceas rasteiras: Mecardonia procumbens (bacopá-de-duas-anteras), com flores amarelas, e Modiolastrum lateritium (malva-do-campo), com flores laranja-avermelhadas. A segunda espécie ocupa no terreno uma área circular de doze metros de diâmetro.

A floresta é muito pobre em epífitas vasculares, o que me deixou com a impressão de que, na época do funcionamento do antigo hospital, um jardineiro tenha “limpado” os troncos e galhos de toda cobertura vegetal. Também os cactos do gênero Rhipsalis (erva-de-periquito) estão ausentes. A única epífita vascular abundante ali é Tillandsia usneoides (barba-de-velho).

 

Surpreendi-me com a total ausência de algumas espécies herbáceas muito abundantes em Curitiba, como Ipomoea cairica (campainha), Oxalis corniculata (azedinha), Sisyrinchium micranthum.

 

O terreno é ótimo para colher frutos silvestres! A exótica Rubus ulmifolius (amoreira-preta-da-europa), que em Curitiba ocorre por toda parte, provavelmente disseminado pelas aves, é bem abundante no terreno e durante as minhas visitas me deliciei com o sabor dos seus frutos maduros. Havia também um único exemplar de uma amoreira com frutos que, quando maduros, são primeiro vermelhos e depois tornam-se pretos e brilhantes, com sabor ligeiramente azedo e muito agradável. A espécie é parecida com a nativa Rubus sellowii (amoreira-vermelha), mas se diferencia dela pelo fato dos frutos, drupéolas e pétalas serem nitidamente maiores. Em R. sellowii,
os frutos medem 8-15 x 8-15 mm, as drupéolas 2-3 x 1-3 mm e as pétalas 6 x 4 mm (Kiyama & Bianchini 2003), enquanto em nossa espécie os frutos maduros medem 15-25 x 15-22 mm, as drupéolas maduras 5-7 x 3,5-5 mm e as pétalas 22-25 x 16-20 mm. Não me surpreenderia se esta “Amoreira Enigmática do Bosque Bom Retiro” se tratasse de uma espécie nova para a ciência.

 

Nas datas da minha visita, a exótica, mas espontânea, Potentilla indica (morangueiro-brabo), estava florida, mas sem frutos. Segundo Reitz (1996) ela teria frutos vermelhos, adoçados e gostosos.

 

SUGESTÃO

Se a vontade da população for satisfeita e a área se tornar um Parque, sugiro que fossem introduzidas ali algumas espécies de plantas nativas dos capões com araucária de Curitiba e que são atraentes para aves, como Fuchsia regia (brincos-de-princesa), para os beija-flores, e Podocarpus lambertii (pinheiro-bravo), para as espécies frugívoras.

 

 

REFERÊNCIAS

Brown Jr., K.S. 1992. Borboletas da Serra do Japi: diversidade, hábitats, recursos alimentares e variação temporal. Em: Morellata, L.P.C. (Ed.). História natural da Serra do Japi. Ecologia e preservação de uma área florestal no Sudeste do Brasil. UNICAMP/FAPESP, Campinas, pp. 142-187.

Kiyama, C.Y. & R.S. Bianchini. 2003. Rosaceae. Em: Wanderley, M.G.L., G.J. Shepherd, T.S.A. Melhem, A.M. Giulietti & M. Kirizawa (Eds.). Flora fanerogâmica do estado de São Paulo, Vol. 3. Instituto de Botânica, São Paulo, pp. 285-293.

Reitz, R. 1996. Rosáceas. Flora Ilustrada Catarinense, I Parte. As plantas. Fascículo: ROSA. 135 pp.

 

 

Apêndice 1. As espécies de plantas vasculares encontradas em 23 + 25 de novembro de 2017 na área do “Bosque Bom Retiro”.(1)

Grupo

Espécie

Cor

Abundância

Ho

Procedência da espécie

Nome científico

Nome comum

ANGIOSPERMAS

Acanthaceae

Thunbergia alata

cu-de-cachorro (F), bunda-de-negro (L)

Am

esc

hb (tr)

EX (África do Sul)

Amaranthaceae

Alternanthera brasiliana var. brasiliana

perpétua-do-mato (F), sempre-viva (L)

Br

1 ind

hb

PR

Iresine diffusa f. difusa

bredinho-difuso (F), neve-da-montanha (L)

Br

2 grupos

hb

PR

Amaryllidaceae

Nothoscordum gracile

alho-bravo (L)

Br

esc

hb

PR

Zephyranthes robusta

lírio-do-zéfiro (L)

Vi

esc

hb

PR

Anacardiaceae

Schinus terebinthifolius

aroeira-vermelha (F)

Br

ab

arv

PR

Apiaceae

Centella asiatica

cairuçu-asiático (F), dinheiro-em-penca (L)

 

ab

hb

EX (Ásia)

Cyclospermum leptophyllum var. leptophyllum

aipo-chimarrão-de-folhas-estreitas (F)

Br

 

hb

PR

Araceae


 

Anthurium sp.

   

1 grupo

hb

 

Philodendron bipinnatifidum

guaimbê, banana-de-macaco, costela-de-adão

Br

1 grupo

hb (ep)

PR

Araliaceae

Hedera helix

hera (L)

 

ab

arb

EX (Velho Mundo)

Schefflera actinophylla

árvore-guarda-chuva (L)

Ve

1 ind

arv

EX (Austrália)

Arecaceae

Butia eriospatha

butiá-da-serra (F)

 

1 ind

arv

PR

Livistona chinensis

leque-chinês (F), palmeira-de-leque-da-china (L)

Br

1 ind

arv

EX (China Central, Bonin e Ilhas Ryukyu, Kyushu)

Syagrus romanzoffiana

gerivá (F), jerivá (L)

Br

ab

arv

PR

Asparagaceae

Asparagus setaceus

aspargo-samambaia (L)

Br

1 ind

hb (tr)

EX (África do Sul)

Cordyline sellowiana

guaraíva (L), tuvarana

Vi

esc

arb

PR

Ophiopogon japonicus

grama-preta (L)

Br

1 ind

hb

EX (China e Japão)

Yucca guatemalensis

iuca-elefante (L)

Br

1 ind

arb

EX (México e Guatemala)

Asteraceae

Aspilia montevidensis

mal-me-quer (L)

Am

esc

hb

PR

Baccharis sp. A (caule alado)

carqueja (F, L)

Br

esc

hb

PR

Baccharis sp. B (caule não alado)

vassoura-de-folha-miúda (F)

Br

esc

hb

PR

Bidens pilosa

amor-seco (L)

Am

ab

hb

PR

Chaptalia nutans

língua-de-vaca (F, L)

Vi

esc

hb

PR

Cirsium vulgare

cardo (L)

Vi

ab

hb

EX (Europa e Ásia)

Elephantopus mollis

sucaiá (F), erva-grossa (L)

Vi

esc

hb

EX (Continente Americano)

Erechtites valerianifolius

caruru-amargoso (F), capiçoba (L)

Vi

1 grupo

hb

PR

Euryops chrysanthemoides

margiridinha-amarela (L)

Am

1 grupo

hb

EX (África do Sul)

Galinsoga parviflora

fazendeiro (L)

Br

1 grupo

hb

PR

Graziella serrata

eupatório (F)

Vi

1 ind

arb

PR

Hypochaeris radicata subsp. radicata

almeirão-do-campo (L)

Am

ab

hb

EX (Europa)

Jungia sp.

erva-de-mula, limpa-cu (F)

 

1 ind

hb

PR

Lactuca
serriola

serralha

Am

ab

hb

EX

Leucanthemum vulgare

margarida-olga (L)

Br

1 grupo

hb

EX (Europa e Cáucaso)

Senecio brasiliensis

flor-das-almas (F), maria-mole (L)

Am

esc

hb

PR

Senecio madagascariensis

Am

esc

hb

EX (Velho Mundo)

Sphagneticola trilobata

margaridão (L)

Am

ab

hb

PR

Synedrella nodiflora

botão-de-ouro (L)

Am

ab

hb

PR

Taraxacum sp. (seção Vulgaria)

dente-de-leão (L)

Am

esc

hb

EX (Europa)

Tithonia
diversifolia

girassol-mexicano (L)

Am

1 ind

arb

EX (México)

Balsaminaceae

Impatiens walleriana

beijo-de-freira (F), beijo-de-frade (L)

Vi

esc

hb

EX (África tropical)

Begoniaceae

Begonia cf. aconitifolia

begônia-metálica (L)

 

1 ind

hb

BR (RJ)

Bignoniaceae

Amphilophium crucigerum

pente-de-macaco (F)

Br, Am

esc

hb (tr)

PR

Jacaranda mimosifolia

jacarandá-mimoso (F, L)

Vi

1 ind

arv

EX (Argentina,

Bolívia e Paraguai)

Boraginaceae

Cordia monosperma

balieira (F)

Br

2 ind

arb

PR

Brassicaceae

Raphanus raphanistrum

nabiça (L)

Vi

esc

hb

EX (Europa)

Bromeliaceae

Aechmea distichantha

gravatá (F)

Vo

esc

hb (ep)

PR

Tillandsia stricta

cravo-do-mato (F)

Vi

esc

hb (ep)

PR

Tillandsia usneoides

barba-de-velho (F)

Ve

ab

hb (ep)

PR

Cactaceae

Pereskia aculeata

ora-pro-nobis (F), trepadeira-limão, groselha-de-barbados (L)

 

1 grupo

arb (tr)

PR

Commelinaceae

Commelina erecta

trapoeraba (L)

Az

abu

hb

PR

Tradescantia fluminensis

trapoeraba

Br

1 grupo

hb

PR

Tradescantia zebrina

lambari (L)

Vi

1 grupo

hb

EX (México)

Convolvulaceae

Ipomoea alba

bona-nox (L)

Br

1 ind

hb (tr)

PR

Ipomoea purpurea

campainha (L)

Vi

esc

hb (tr)

PR

Crassulaceae

Kalanchoe gastonis-bonnieri

calancoê (L)

Vo

esc

hb

EX (Madagascar)

Kalanchoe fedtschenkoi

calancoê-fantasma (L)

Vo

esc

hb

EX (Madagascar)

Cucurbitaceae

Sechium edule

chuchu (L)

Br

1 ind

hb (tr)

EX (México)

Cyperaceae

Rhynchospora sp.

 

Ve

esc

hb

 

Ericaceae

Rhododendron simsii

azálea (F), azaleia (L)

Br

2 ind

arb

EX (China)

Euphorbiaceae

Euphorbia heterophylla

amendoim-bravo (F, L)

Ve

1 ind

hb

PR

Euphorbia milii

coroa-de-espinho (L)

Vo

1 ind

arb

EX (Madagascar)

Ricinus communis

mamoneira (F), mamona (L)

Br

1 grupo

arb

EX (provavelmente continente Africano)

Sapium glandulosum

leiteiro (L)

Br

1 ind

arv

PR

Fabaceae – Caesalpinioideae

Bauhinia forficata

pata-de-vaca (F, L)

Br

esc

arv

PR

Fabaceae – Faboideae

Arachis repens

amendoim-rasteiro (L)

Am

2 grupos

hb

BR

Desmodium incanum

carrapicho-beiço-de-boi (L)

Vi

ab

hb

PR

Medicago lupulina

Am

ab

hb

EX (Europa)

Trifolium repens

trevo-branco (L)

Br

esc

hb

EX (Europa)

Vicia angustifolia

Vi

1 grupo

hb

EX (Europa)

Fabaceae – Mimosoideae

Calliandra brevipes

esponja (L)

Vo

 

arb

PR

Hydrangeaceae

Hydrangea macrophylla

hortênsia (L)

Az

esc

arb

EX (China e Japão)

Hypoxidaceae

Hypoxis decumbens

mariçó-bravo (L)

Am

ab

hb

PR

Iridaceae

Gladiolus X hortulanus

gladíolo, palma (L)

Vo

1 grupo

hb

EX (Velho Mundo)

Neomarica caerulea

pseudo-iris-azul (L)

Az

1 ind

hb

PR

cf. Sparaxis sp.

 

Vo

1 grupo

hb

EX

Lamiaceae

Ocimum sp.

 

Vi

1 grupo

ah

 

Plectranthus barbatus

falso-boldo

Vi

1 grupo

hb

EX (Índia)

Lythraceae

Cuphea carthagenensis

sete-sangrias (F, L)

Vi

ab

hb

PR

Malvaceae

Abutilon amoenum

Br

1 ind

arb

PR

Hibiscus rosa-sinensis

hibisco (L)

Vo

2 ind

arv

EX (Ásia tropical)

Luehea divaricata

ibatingui, açoita-cavalo (L)

Vo

esc

arv

PR

Modiolastrum lateritium

malva-do-campo

Vo

1 grupo

hb

PR

Pavonia sepium

Am

ab

ah

PR

Sida rhombifolia

guanxuma (L)

Am

esc

hb

PR

Melastomataceae

Tibouchina heteromalla

orelha-de-onça

Vi

1 grupo

arv

BR

Meliaceae

Cedrela fissilis

cedro (L)

Br

esc

arv

PR

Moraceae

Ficus elastica

seringueira (L)

1 ind

arb

EX (Ásia Tropical)

Ficus pumila

herinha (L)

 

ab (no muro)

arb (tr)

EX (China, Japão e Austrália)

Morus nigra

amora (L)

Br

esc

arv

EX (leste da Ásia)

Myrtaceae

Eugenia uniflora

pitanga (F), pitangueira (L)

Br

ab

arv

PR

Psidium guajava

goiaba (F), goiabeira (L)

Br

esc

arv

PR

Nyctaginaceae

Bougainvillea spectabilis

três-marias (F), primavera (L)

Br, Vi, Vo

esc

arb (tr)

PR

Oleaceae

Ligustrum lucidum

alfeneiro (L)

Br

esc

arv

EX (China)

Orchidaceae

Dendrobium grupo ‘nobile’

olho-de-boneca (L)

Vi

1 ind

hb (ep)

EX (China e Himalaia)

Passifloraceae

Passiflora actinia

maracujá (F)

Vi

ab

arb (tr)

PR

Passiflora alata

maracutão (F), maracujá-peroba (L)

Vi

1 ind

arb (tr)

PR

Pittosporaceae

Pittosporum undulatum

pau-incenso (L)

Br

esc

arv

EX (Austrália)

Plantaginaceae

Mecardonia procumbens var. procumbens

bacopá-de-duas-anteras (F)

Am

1 grupo

hb

PR

Plantago australis subsp. hirtella

tanchagem (F)

Ve

esc

hb

PR

Poaceae

Andropogon bicornis

rabo-de-burro (F, L)

Ve

ab

hb

PR

Bambusa tuldoides

bambu (F)

Ve

3 ind

arb

EX (sul da China)

Bromus catharticus

cevadilha (F, L)

Ve

ab

hb

PR

Lolium multiflorum

azevém (F, L)

Ve

esc

hb

EX (sul da Europa)

Panicum repens

capim-portuguesa (F), capim-torpedo (L)

Ve

esc

hb

EX (Velho Mundo)

Urochloa
plantaginea

marmelada-de-cavalo (F), capim-marmelada (L)

Ve

ab

hb

EX (África)

Polygonaceae

Persicaria capitata

tapete-inglês (L)

Vi

1 grupo

hb

EX (Ásia)

Rumex obtusifolius

labaça (L)

Ve

1 grupo

hb

EX (Eurásia)

Proteaceae

Grevillea robusta

grevilha (L)

Am

1 ind

arv

EX (Austrália)

Rosaceae

Eriobotrya japônica

nespereira (F), ameixa-amarela (L)

esc

arv

EX (China e Japão)

Potentilla indica

morangueiro-brabo (F)

Am

1 grupo

hb

EX (zonas temperadas e subtropicais do continente asiático)

Rubus ulmifolius

amoreira-preta-da-europa (F)

Vo

ab

arb (tr)

EX (Europa)

Rubus sp. A (aff. sellowii)

 

Br

1 ind

arb (tr)

 

Rubiaceae

Borreria verticillata

vassourinha-de-botão (F, L)

Br

1 grupo

hb

PR

Galium nigroramosum

Ve

esc

hb

PR

Richardia brasiliensis

poáia-branca (F, L)

Br

1 grupo

hb

PR

Rutaceae

Citrus aurantiifolia

limão-galego (F)

Br

1 ind

arv

EX (sudeste da Ásia)

Zanthoxylum sp.

mamica-de-cadela, juva (F), tembetari (L)

 

1 ind (tronco em decomposição)

arv

PR

Sapindaceae

Allophylus edulis

vacum (F)

Br

esc

arv

PR

Solanaceae

Physalis pubescens

camapu (F, L)

Am

1 ind

hb

PR

Solanum americanum

erva-moura (F), maria-pretinha (L)

Br

ab

hb

PR

Solanum mauritianum

cuvitinga (F), fumo-bravo (L)

Vi

ab

arb

PR

Solanum pseudocapsicum

peloteira (F, L)

Br

1 ind

ah

PR

Solanum scuticum

juveva (F), jurubeba (L)

Br

1 ind

arb

PR

Urticaceae

Urera bacífera

urtigão (L)

Vi

1 ind

hb

PR

Verbenaceae

Duranta erecta

violeteira (L)

Vi

esc

arb

PR

Verbena bonariensis

cambará-de-capoeira (L)

Vi

1 ind

arb

PR

Zingiberaceae

Hedychium coronarium

lírio-do-brejo (L)

Br

ab

hb

EX (Himalaia)

GIMNOSPERMAS

Araucariaceae

Araucaria angustifolia

pinheiro-do-paraná (L)

 

esc

arv

PR

Araucaria columnaris

araucária-colunar (F), pinheiro-de-natal (L)

 

1 ind

arv

EX (Ilha de Nova Caledônia)

Cupressaceae

Chamaecyparis ou Cupressus sp.

cipreste

 

1 ind

arv

EX

Pinaceae

Pinus elliottii

pínus-de-elliott (F), pinho-comum (L)

 

esc

arv

EX (Estados Unidos – Florida)

Taxodiaceae

Cunninghamia lanceolata

cuningâmia (F), pinheiro-chinês, pinheiro-alemão (L)

 

1 ind

arv

EX (China)

SAMAMBAIAS

Blechnaceae

Blechnum brasiliense

xaxim-petiço (F), samambaiaçu-do-brejo (L)

 

1 ind

ah

PR

Nephrolepidaceae

Nephrolepis cordifolia

escadinha-do-céu (F)

 

esc

hb

PR

Polypodiaceae

Microgramma squamulosa

polipódio-escamosa (F)

 

esc

hb (ep)

PR

Pleopeltis hirsutissima

polipódio-hirsutíssimo (F)

 

esc

hb (ep)

PR

Pleopeltis pleopeltifolia

polipódio-estreito (F)

 

esc

hb (ep)

PR

Pteridaceae

Pteris vittata

samambaia-de-muro (L)

 

ab

hb

EX (Ásia)

Thelypteridaceae

Macrothelypteris torresiana

rabo-de-gato (L)

 

ab

hb

EX (África e Ásia tropical e subtropical)

(1)

Nome comum: fontes são os fascículos da Flora Ilustrada Catarinense. 1965 até o presente (F), e os livros de Harri Lorenzi e coautores (L).

Cor = Cor das pétalas (ou tépalas): Am = amarela; Az = azul; Br = branca; La = laranja; Ma = marrom; Pr = preta; Ve = verde; Vi = violeta, purpuro, rosada; Vo = vermelha.

Abundância: ab = abundante; esc = escassa; 1 ind = visto somente um indivíduo; 1 grupo = visto somente um grupo de indivíduos (espécies herbáceas).

Ho = Hábito: arv = arborescente; arb = arbustivo; ah = arbustivo-herbáceo; hb = herbáceo; (tr) = “trepador”; (ep) = epífita.

Procedência da espécie: PR = nativa do estado do Paraná; BR = nativa do Brasil, mas não do Paraná; EX = exótica (não nativa do Brasil).


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